Da Janela Do Meu Quarto Poema
Como não fiz propósito nenhum talvez tudo fosse nada.
Da janela do meu quarto poema. Pela janela do meu quarto solitário em meu quarto deitado em minha cama em meio à escuridão da noite olho pela janela e nada vejo além do tempo passando diante dos meus olhos sem que eu nada possa fazer. Como um trem desgovernado o tempo passa cada vez mais depressa levando consigo cada lembrança cada dor cada mágoa e cada sonho idealizado porém não realizado. Da janela do meu quarto vejo a luz do quarto dela quando a lua vem brincando nos telhados da viela vejo o sol de madrugada a beijar sete colinas quando se espraia no cais para espreitar as varinas. Encontro galhos de todos os tamanhos.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e em silêncio ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Por esta entra a via láctea como um vapor de algodão por aquela a luz dos homens pela outra a escuridão. Resposta quando abro a cada manhã a janela do meu quarto vejo a luz do sol batendo na minha janela as aves voando no céu e também vejo a natureza a cada dia m. Nuvens gordas e fofas claras e escuras.
Era uma época de estiagem de terra esfarelada e o jardim parecia morto. Nas paredes do meu quarto sem vidros nem bambinelas posso ver através delas o mundo em que me reparto. Caminhos que poderia ter percorrido. Pela maior entra o.
à tabacaria do outro lado da rua como coisa real por fora e à sensação de que tudo é sonho como coisa real por dentro. Um sol lindo a brilhar uma pessoa agradável para trocar mensagem no celular um bom livro para ler escolhas boas para escolher. Da janela do meu quarto vejo os últimos raios de sol a partir banhados numa aureola de fogo com a promessa de amanhã vir. Tudo aquilo que poderia ter sido.
Se eu ao menos tivesse sido. Da janela do meu quarto. Abençoo a chegada da lua envolta em seu manto de prata iluminando a escuridão fonte de muita serenata e arrebatar de coração. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Da janela do meu quarto vejo o mundo tenho um mundo de poesia para ver vejo alfama que labuta com ardor a sorrir e a cantar vejo o tejo a espreguiçar se lá no fundo vejo a rua onde ela passa a. Na janela do quarto. Vejo com olhos do tamanho do mundo. Da janela do meu quarto em dia de sol da janela do meu quarto olho o céu azul com nuvens brancas.
A aprendizagem que me deram desci dela pela janela das traseiras da casa fui até ao campo com grandes propósitos. Na janela do quarto nesse dia de sol nesse dia de luz nesse momento poético. Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.